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COMO SUPERAR A NECESSIDADE DE SER ACEITO PELOS DEMAIS

Existe em algumas pessoas a fome e a sede emocional de se sentir aprovado pelos outros, porém, vivem perdendo muito tempo procurando como ser aceitos invés de procurar um desenvolvimento pessoal para superar esse estado emocional confuso e doloroso.

Esse fenômeno veio à tona quando descobrimos como as redes sociais têm sido um sucesso impressionante, mas, por trás da superexposição nas redes sociais esconde-se uma necessidade de aprovação, a ponto de gerar ansiedade, comparação com pessoas com mais sucesso nas redes sociais, consequentemente isto gera, baixa autoestima. O número de seguidores e, sobretudo, o número de curtidas ou “likes”, tornam-se um termômetro de popularidade. De tal forma que, as pessoas suscitam essa obsessão de depender das redes sociais, ficando prisioneiras da chamada, “tirania do like”.

A necessidade de se sentir aprovado foi instalada em nosso subconsciente e inconsciente desde a infância. Criamos esse hábito em nossos filhos, com o clássico aprovo ou desaprovo você.

Uma criança é como uma esponja, se você fala para ele, você é ruim, por isso eu não te amo. A criança vai crescer com uma ferida profunda na alma e, consequentemente, com uma baixa autoestima, que vai levá-lo a procurar mil maneiras de fazer tudo para ser aprovado, porque isso significa ser amado.

NA PROCURA DA IDENTIDADE

Quando essa criança cresce e chega à adolescência, ela carece de identidade. É muito comum ver adolescentes sendo desviados para as drogas, envolvidos em más amizades mesmo, muitas vezes, contra sua própria vontade, contra o seu desejo mais íntimo, mas, por se sentirem aceitos, se deixam levar pelos inimigos amistosos.

Há jovens que usam modas que os caracterizam como grupos rebeldes da sociedade, e é muito comum ver alguns jovens em seu meio, vestindo-se da mesma maneira, com atitudes indesejáveis ​​ou com vícios que se contradizem com a educação que receberam em casa, apenas para ser aceito no clã. O tempo passa e se aquele jovem deixa o clã, ele pode não se sentir adequado em nenhum grupo. Essa sensação de ser como um peixe fora d’água os deixa instáveis, inseguros, sem identidade.

Essa busca por validação externa é um problema, principalmente quando se torna uma necessidade.

Também é verdade que o estímulo correto e equilibrado que sentimos quando fazemos bem as coisas ou quando nós olhamos e sentimos bem consigo mesmos, ou quando nossa criação tem sucesso, esse lindo sentimento de autoestima elevada, de apreciação e aceitação, é muito importante, especialmente quando estamos construindo à personalidade.

Além disso, é importante não focar toda nossa segurança mental e emocional no que os outros pensam de mim, dos outros, ou no comportamento gregário que é comumente visto quando nos envolvemos com a massa coletiva.

Tenho observado que algumas pessoas cortam suas asas, seus sonhos de voar alto, porque dependeram totalmente de aprovação externa, pelo medo a rejeição das suas ideias e atitudes, essa dependência de viver do que falam os demais é, em muitos casos cultural, uma crença limitante adquirida na família ou sociedade e utilizada como uma verdade. Com isso, são adquiridos Hábitos que nem remotamente gostariam de ter, comportamentos que geram um sentimento de auto rejeição, fazendo que a pessoas se sintam frustradas, invejando ou admirando aqueles que sabem sobressair, aqueles que têm uma opinião formada sobre si mesmos e da vida.

Vamos refletir: Quem não gosta de se sentir querido, acariciado, valorizado, amado, necessário, aplaudido, reconhecido, homenageado etc.? Isso gera felicidade, alegria, desejo de ser diferente, afirmação e segurança. E isso é muito bom …

O desequilíbrio psicológico que afeta profundamente a nossa autoestima é quando esses sentimentos se tornam uma necessidade, uma obsessão de ser qualificado como o melhor, e quando se é reprovado se transforma em sofrimento, depressão, angústia, falta de estímulo, e isso tem a ver com a falta de amor a si mesmo.

Lembre-se: “Se você ouvir a opinião dos outros sobre você, esta voz repetida é capaz de criar sua realidade, porém é muito importante que você crie sua própria realidade congruente com sua maneira de amar e sua essência de ser”. Lembre-se sempre do ditado mexicano que diz: “Não sou uma moeda de ouro para que todos gostem de mim”.

Como construir uma nova realidade?

  1. PASSO. Se conheça a si mesmo,
  2. PASSO. Reconheça onde você está,
  3. PASSO. Qual é a emoção que cada desaprovação ou crítica deixa em você?
  4. PASSO. Se você já descobriu essa emoção, comece a observar esse sentimento, respire fundo e trabalhe-o internamente, retirando-o, você diz para si mesmo: eu não sou a mente, não sou o ego, não sou essa emoção, eu não sou a personalidade, sou um ser único, genuíno, estou pronto para me superar.
  5. PASSO. Compreender e estar ciente de que: diante da possibilidade de crítica em cada situação, e que a rejeição da nossa ideia ou comportamento não implica necessariamente na rejeição da nossa pessoa.
  6. PASSO. Seja grato pelo que o outro nos diz pode ser uma estratégia adequada. A busca pela aprovação como necessidade acabou e você se permite crescer e se desenvolver.
  7. PASSO. Não leve as coisas para o lado pessoal
  8. PASSO. Treine sua liberdade de ser e pensar. Grave isso em sua mente.
  9. PASSO. Devemos aceitar que em nossa história de vida nem todos vão me entender, da mesma forma que não entendemos os outros. A diversidade de opiniões e modos de ser nos enriquece e, acima de tudo, criamos empatia e respeito pelos direitos dos outros.
  10. PASSO. Sugiro que você faça cursos de autoajuda, encontre os mentores certos para te ajudar a subir tua autoestima, elevar a auto valoração, para não depender de aprovações externas.

Aproveite o sabor de ser você mesmo, se liberte! sem com isso, prejudicar aos demais.

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