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A Jornada do Herói

A grande contribuição da Professora em antropologia, escritora e palestrante internacional Cloris Adriana Rojo na sua palestra, Trilha do guerreiro interior, Uma visão antropológica para despertar os códigos da Alma de Diamante e mostrar as qualidades, princípios, dons e talentos que devemos potencializar e desenvolver para fazer uma transcendência e conquistar a auto realização de nosso Ser, assim como conquistar nossas metas, sonhos e finalmente cumprir nosso propósito de vida.

Um primeiro passo e conhecer A jornada do herói para depois dar o segundo passo que e saber o porquê e como fazer essa Jornada, esses são justamente os grandes códigos decodificados na trilha do guerreiro interior.

A jornada do herói é uma estrutura mítica descoberta pelo mitólogo norte-americano Joseph Campbell. Inicialmente com 17 etapas, foi adaptada ao cinema por Christopher Vogler, que a reduziu para 12 fases.

Os 12 passos desse tutorial, da maneira como estão posicionados, foram encontrados no livro da jornalista Monica Martinez: “Jornada do Herói – A estrutura narrativa mítica na construção de histórias de vida em jornalismo”, que é uma das fontes para esse texto.

Campbell descobriu esse padrão nas entrelinhas dos mitos e histórias de diversas religiões do mundo. Não se trata, contudo, de uma estrutura fixa e serve apenas como uma referência, de modo que alguns passos podem acontecer antes dos outros.

Antes, vamos refletir sobre o que é o mito. Para muitas pessoas, eles não passam de histórias da fantasia humana. Mas essa ideia cai por terra quando percebemos que as etapas da jornada do herói acontecem com frequência na nossa própria vida.

Conheçamos como construir uma história no molde mitológico. Pegue um pedaço de papel e uma caneta e, ao ler o passo-a-passo, tente produzir uma estrutura para uma história inventada ou uma que tenha realmente acontecido:

Passo 1: Cotidiano – Essa primeira fase tem a função de apresentar o herói, protagonista ou pessoa – como quiser chamar – na sua vida rotineira, com o objetivo de criar um contraste com as provações que virão no futuro. Então, esse passo traz elementos do cotidiano com algumas pitadas das provações que o herói terá que enfrentar mais tarde.

Passo 2: Chamado à aventura – O chamado à aventura é uma ruptura com a rotina do mundo cotidiano. Algo de diferente acontece e dispara um gatilho na alma do herói, que sente o impulso de escapar do seu mundo velho para se aventurar numa experiência cheia de desafios e possibilidades.

Passo 3: Recusa do chamado – Diante da possibilidade de sair do conforto que a rotina proporciona, há sempre um momento de ponderação, de dúvida e as vezes até, de medo. Então, o herói recusa o chamado e é tentado a não prosseguir. Esse momento de negação acontece porque a pessoa sente que as dificuldades da aventura serão muito pesadas e ela teme não conseguir suportar.

Passo 4: Travessia do primeiro limiar – O herói precisa deixar o conforto da rotina para trás e prosseguir em sua caminhada. Se a pessoa está muito temerária, pode acontecer de surgir alguém, algum mentor, que o ajude a ultrapassar a primeira barreira.

Passo 5: Testes, aliados e inimigos – Uma vez ultrapassada a primeira barreira, o herói se põe no caminho que mudará toda a sua vida. Ele se depara com diversos tipos de testes, se põe em perigo, encontra aliados e faz inimigos.

Passo 6: Caverna profunda – Nesse ponto, o herói faz as preparações finais para o seu maior desafio, que virá adiante. Amigos muito bons podem literalmente sumir ao perceber o tamanho da enrascada em que se meteram. O personagem entra em um processo de concentração, pois ele está a um passo de provar o gosto da morte.

Passo 7: Provação suprema – O herói enfrenta a morte, que também pode ser experimentada numa batalha contra o seu pior medo. Há confronto com os inimigos que são, na verdade, a representação desses medos.

Passo 8: Ressurreição – Aqui, para adequar a explicação do passo-a-passo com a história de Jesus, vamos fazer uma mudança das etapas descritas na régua mitológica. Como foi dito no início, a régua serve apenas como referência, e as fases podem ter pequenas modificações em sua sequencia. A ressurreição é o momento da história em que o personagem mostra uma nova personalidade. Ele deixa seu corpo e atitudes velhas para se revestir de uma nova pessoa. O herói não é mais o mesmo, pois a experiência da morte o modifica de maneira radical. Quando ressuscita, algo desperta no personagem e ele percebe que tudo mudou.

Passo 9: Recompensa – Quando o protagonista domina algum aspecto de sua própria personalidade, que antes era uma perspectiva muito distante, isso transforma-se numa dádiva. Vencer esse aspecto e transformar-se num novo ser é que caracteriza a recompensa.

Passo 10: Encontro com a deusa – Esse passo não significa que o encontro se dá com uma deusa ou um deus, ou qualquer coisa que tenha algum aspecto divino. Este é o encontro com a contraparte. No caso de um herói, com a contraparte feminina. No caso de uma heroína, com a contraparte masculina. Então, o protagonista deixa de repetir, por exemplo, a maneira antiga com que se relacionava com as pessoas. É mais ou menos a ideia de que, para saber que agora eu sou o açúcar, preciso sentir ou relembrar um pouco de como é o sal.

Passo 11: Caminho de volta – O protagonista volta para o convívio dos seus antigos amigos. Isso acontece porque ele precisa compartilhar sua experiência e seu novo conhecimento com a sua comunidade.

Passo 12: Retorno com o elixir – O protagonista volta para o mundo rotineiro, mas agora ele tem a posse da cura para os males e para os medos que assolavam o inconsciente coletivo. Nesse momento, muitos compreendem o significado de toda a jornada, ao passo que outros, não conseguem entender ou custam para acreditar.

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